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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Google como seu Professor de Línguas: Parte 1

Uma coisa em que normalmente não pensamos quando começamos o estudo de uma língua é que nem sempre temos que recorrer a uma pessoa, curso, gramática ou dicionário para obtermos a solução para uma dúvida ou ampliarmos nosso vocabulário. Há muito tempo descobri, por exemplo, como o Google, com um pouco de maldade, pode ser um ótimo professor para suas dúvidas. Hoje vou dar um exemplo de como os recursos desse site podem ser utilizados. Devido à vasta gama de corpus linguístico, principalmente escrito, encontrado no Google, essa ferramenta de busca pode funcionar como ótima fonte de acesso a textos legítimos da língua que você estuda (escritos por falantes nativos). Vamos ver um exemplo de como isso funciona na prática: Supondo que você seja um estudante de Italiano, por exemplo, e se esqueceu que a regência do verbo "pensare" (pensar), ao contrário do que se esperaria com base em Português, não é a preposição "in", mas "a", ou seja, um italiano não diz "_Penso in te" ou "_Penso nei miei problemi", mas "_Penso a te", ou "_Penso ai miei problemi". No entanto são vários os casos em que esta divergência entre Português e Italiano acontece, por sinal é essa diversidade que torna a coisa divertida. Voltando ao assunto, como o Google poderia ajudar? Aqui está um exemplo bastante simples, que se resume a escrever uma frase curta até a parte verbal, marcando com aspas (""), caso use mais de uma palavra em sua busca. Exemplo: Penso ; "Penso spesso". O que virá normalmente depois do verbo é a sua regência. Pode conferir! Vale dizer que os resultados são muito eficientes, não só para relembrar uma regência, mas também para verificar e confirmar a existência de outras, como no próprio caso do Italiano, onde se diz "Penso a te" (Penso em você), mas "Penso che sia giusto" (Acho que está certo) e "Penso di farlo anch'io" (Acho que também vou fazer (isso)).

Importante: não é pela eficiência da search engine da Goggle que este procedimento estará isento de problemas, claro. A fim de minimizá-los estão abaixo as últimas dicas deste post:

1º: Certifique-se de usar o google da língua do seu exemplo. Se procurar por um termo em italiano, use o Google da Itália.
2º: Ao usar o Google na língua selecionada, não se esqueça de marcar a opção para páginas do local. No caso do exemplo citado, da Itália (Pagine provenienti da: Italia). Este procedimento minimiza a possibilidade de você receber resultados de busca que apontem para o site de um estudante de italiano que mora no Conchinchina (nada contra o lugar), cujos textos não terão a mesma confiabilidade linguística (ao menos teoricamente) de um outro vindo direto da Itália.
3º: Este procedimento funciona com mais eficácia para línguas menos difundidas pelo globo, do que em casos de línguas como Inglês e Espanhol. Isso porque, já que é mais difícil definir a origem das fontes retornadas na busca, a legitimidade do corpus a ser analisado pode ser bastante comprometida também. Por isso toda a atenção é válida, já que, mesmo em casos aparentemente confiáveis, a coisa pode desandar um pouco. Não foi por apenas uma vez que, ao realizar este procedimento tendo a língua italiana como foco, me deparei com vários resultados em Espanhol. Por isso preste atenção, pois nenhuma forma de consulta ou material didático é 100% confiável.

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